21.11.09

Sem cura

Não consigo evitar
que o amor me aconteça
é tanta pedra
tanto grito
tanto suspiro mal resolvido
tanta lágrima distribuída sem cadência
sempre que o amor me acontece

Minha vida segue sem rumo
sem ritmo, sem palavriado
sem prumo
e nessas incoerências
mesmo nos mais desfeitos provérbios
o amor me acontece

Quero não acreditar
que essa doença de novo me acomete
sou novo no ramo, tenho pouca patente
mas já sei, de outros vendavais,
que sou fraco e entregue
quando o amor me acontece

Triste eu vou, continuamente
Sou poeta, que há de se fazer
E nas imperfeições dessa agrura
me perco facilmente
Pois sou fraco
e me entrego
Quando o amor me acontece

Não luto mais
pois é infindável
Degladiamos dia e noite, inverno e outono
perco sono, perco sonhos
e sempre me rendo
pois é o que eu mereço
quando o amor me acontece

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