28.1.10

Cadeira vazia


Obediente em seu canto

Em busca de um contato

A cadeira vazia permanece

Descansa sem se cansar

Espera paciente

O dono do lugar

Que na verdade

Nunca saiu

Só demora a voltar

A cadeira vazia está lá

No mesmo local


Sua solidão não dói

Nem aflige

Trata logo de quedar

No dia, na madrugada

Anos a fio

Invernos, verões


Mas permanece vazia

Inútil

Em pensamentos já foi trono

Já se aboliu sua

Escravatura

Conspirou-se

Na sua companhia

Foi apoio de muito conselho

Ideais, levantes

Esconde o idílio do passar do tempo

Eras se passam

Pessoas vão e não volvem


E vazia fica

A cadeira antiga

Que espera paciente

O dono do lugar


.

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